Sentimentos que excluem: Primeira Lei Sistêmica – Exclusão


Muitas vezes entendemos que excluir é tirar da vida, ignorar, mas existe uma linguagem muito mais subliminar de exclusão que precisamos trazer à consciência para incluirmos.

Raiva: todas as vezes em que eu sinto raiva, percebo que atrás da raiva existe um desejo de que o outro faça como eu quero que ele seja e não como ele é, portanto estou excluindo, julgando como ele funciona e me colocando como grande, melhor que ele.


Dor. Aí vem uma pergunta: será que essa dor não é minha criança brava porque a vida não é como é?

Dor da separação de não entender que aquela pessoa precisa voar, crescer, evoluir?

Dor porque quero aprisionar como um pássaro na gaiola?

Julgamento que excluí, quando eu decidi não comer mais carne, por exemplo, e acho que o outro tem de fazer o mesmo, ou por que ele não faz o que eu, o JUIZ, decidi que é certo?


E o desejo de controlar, ai, ai! Quanta energia perdemos, quando o outro tem de fazer o que queremos! Desde por que não me deu um beijo, até o presente que eu queria, não está a fim de namorar quando eu quero, eu, eu, eu…


E o preconceito, então!? Nossa, esse é tão subliminar! Esconde-se atrás de atitudes que tomamos sem perceber, preconceito pela classe social, preconceito porque não tem nada a me oferecer, preconceito porque é de tal religião, preconceito porque é gorda, magra, afe! Esse é tão grande, que ficaria horas escrevendo. Mas o pior preconceito é de nós mesmos, aquele que escondemos no inconsciente, e nem nós sabemos que temos.


Exclusivismo: o outro é meu. Hahaha, esse é o mais engraçado e mais mentiroso.

Arrogância: é quando nos achamos mais inteligentes. Vixe, é uma grande mentira, a inteligência muitas vezes nos aprisiona no ego, é uma armadilha.


Tenho usado a seguinte técnica de autoconhecimento, quando sinto qualquer sentimento acima: pergunto-me, questiono-me e espero passar. A raiva, por exemplo, vem como uma labareda, que, quando eu ponho gasolina, afe, ninguém aguenta! Mas, quando espero o fogo passar, me pergunto: “Isso é da minha conta? Posso resolver?


Estou sendo intrometida? Quero que o outro seja como eu quero? Será que ele está me compreendendo?”


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