Contando minha História Espiritual - Parte 1

Atualizado: Abr 3

Escrevi esse texto para o site eusemfronteiras em fevereiro de 2018, e refaço hoje a minha história Espiritual.

Resolvi compartilhar com vocês.

Minha história começa muito antes mesmo de mim, pois preciso falar dos meus pais minha raiz, familia …

Meus pais se conheceram em Belluno, na Itália, sou filha de Giorgio e Isabella.

Giorgio era o padre de uma igreja que existe até hoje, atrás da casa onde a minha mãe morava.

Sim, sou filha de padre!

Vamos começar pela trajetória da minha mãe, Isabella.

Nasceu em Belluno na Itália, uma pequena cidade.

Isabella era filha do segundo casamento de Apolônia, a família era um irmão mais velho Gigi do primeiro casamento, em que ficou viúva, seu marido morreu na Primeira Guerra Mundial.

Casou-se pela segunda vez, teve 2 filhos Piero e Isabella e quando minha mãe tinha 5 anos ficou viúva novamente.

Lutou muito para alimentar sozinha sua família e os seus dois filhos do segundo casamento.

De 1939 a 1945, viveram a segunda grande Guerra Mundial, passou fome, viu atrocidades, como a cidade que viviam era fronteira com a Áustria, os desafios para família que com certeza foram muito grandes.

Em 1950 aos 20 anos Isabella, se apaixonou por um soldado romano e foi mãe solteira.

Quando meu irmão já tinha 10 anos começou a dar trabalho na escola, então o padre Giorgio foi conversar com a mãe, Isabella, e aí começou a minha história.

Sou fruto desse amor.

Claro que esse amor foi rotulado com muitos preconceitos, pois naquela época era quase impossível deixar de ser padre.

O meu pai Giorgio, tinha ido para o seminário aos 12 anos, sem escolha, seu pai Gaetano, (naquela época era comum a familia dar o primogênito para a igreja), obrigou e ele naturalmente obedeceu, ficou lá, na guerra, se formou padre, até conhecer a minha mãe e decidir formar uma família.

Escolheram o Brasil para o começo de uma nova família.

Saíram da Itália para enfrentar um novo país e uma nova língua, além da nova realidade: a do casamento e a responsabilidade família, com uma criança de 10 anos.

A Historia continua,,,,,,

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